segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

MARAVILHOSO

domingo, 13 de dezembro de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

Recordando....

Vinte e nove de Setembro
data que sempre recordarei
pois foi nesse belo dia
que eu sem querer, me apaixonei

Foste tu minha Quininha
a quem meu amor eu dei
e sempre te tenho dito
que sempre , e sempre te amarei.



de
A.E

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sorrisos

Abram as janelas, os sorrisos
Abram os vossos olhos, a mente
Inalem o odor dos narcisos
Acariciem-se na luz quente.
De um sol vermelho, sensual
Façam amor na relva verde
Gemam, cantem num sinal
De prazer matem vossa sede!
De amor, façamvossos versos, rimas
Palavras de Bem-Querer
Soltem a beleza, as lágrimas
Que sejam de alegria por viver!

Entreguem vossos corpos á poesia
Desnudem os tabús dos pensamentos
Rasguem vossas roupas por um dia
Façam amor, troquem sentimentos...
Depois, suavemente ao pôr do dia
Doces afagos, suaves beijos, porem ardentes
Sussurrem coisas de magia
E saciadas adormeçam sorridentes!
De João Silvestre

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Sinto-te nos meus braços dançando

uma música tocada por Anjos

poemas inventados por mim

amar-te com paixão, e dando

tudo o que mereces, até ao fim.


E beijar-te longamente, sem medos

do que virá a seguir, seja o que for

contar-te todos os meus segredos

dar-lhes um nome queaté pode ser amor.


Fundir nossos corpos num apenas

confundir nossos carinhos, nossos sexos

até aos limites, coisas grandes e pequenas

e sem darmos por isso darmo-nos sem complexos.


Exaustos por fim, na paz adormecer

acordar depois sem remorsos,nem tristeza

e dizer, até amanhã ou quando um quizer

verás então que tudo é simples na beleza.


Da entrega de dois seres antes sós

sorriremos ao partir, talvez uma lágrima furtiva

mas desfeitos tantos e tantos nós

um abraço, um carinho, e jamais serás cativa.


Dos teus medos, e de tantas perguntas

terás as respostas que procuras

e verás que depois de juntas

da solidão,da angústia, terás cura!




de joão Silvestre

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Casulo




ERA UMA VEZ UMA LINDA BORBOLETA...
TÃO EXÓTICA, DE CORES NUNCA VISTAS!
NÃO CABIAM NO ESPAÇO DE UMA PALETA
DO PINTOR MESMO DOS MAIS ARTISTAS...

ERA VÊ-LA ESVOAÇAR AO SABOR DA BRISA
DOS LINDOS DIAS DE PRIMAVERA....
BATIA AS ASINHAS ÁGEIS, COMO QUEM DESLISA..
NUM TEMPO FELIZ ,DE UMA DOCE ESPERA,,,,

POUCO ESPEROU PELO AMOR, PENSANDO SER FELIZ...
DEPRESSA O ENCONTROU, "O AMOR DA SUA VIDA"!
COM ELE ACASALOU O AMOU E EM VOO O QUIS...
MAS ERA INOCENTE A BORBOLETA LINDA.........

MAL ACABADA A PRIMAVERA DE INCENSO...
CHEGOU O VERÃO ESCALDANTE E SEM QUERER
PERDEU SEU FULGOR E O AMOR INTENSO
ESMORECEU,PARTIU,PARA NÃO MAIS O VER!

E A NOSSA AMIGA,SÓ SEM CARINHO...........
MAS SEM PERDER O INSTINTO MATERNAL
CONSTRUIU SEU CASULO, NUM CANTINHO
DE UM TECTO NA PEQUENA CASA DE UM QUINTAL

JUROU NÃO MAIS SAIR, DESSE LUGAR...........
OS ANOS PASSAM MAS O CASULO TEM VIDA!
E POR MILAGRE DA NATUREZA IRÁ BROTAR.....
OUTRA BORBOLETA, FEITA MULHER E LINDA!


E VOLTARÁ A VOAR!



JOÃO P A MARIA




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sexta-feira, 29 de maio de 2009

"LOUCOS ANOS VINTE"



Os "loucos anos 20" e as mutações nos comportamentos e na cultura
"Os anos 20 (1924-1929) foram anos de prosperidade. O "American way of life" ("estilo de vida à americana") invadiu a Europa. Aos benefícios da sociedade de consumo associou-se a busca de prazer e a evasão e intensificou-se a vida nocturna. Os teatros, os cinemas, os night-clubs e outras salas de espectáculos e de jogos das grandes cidades tornaram-se locais habitualmente frequentados. As novas bebidas (cocktail), as novas músicas (sobretudo o jazz) e as novas danças (charleston, lambeth walk, swing e rumba) passaram a animar a vida nocturna. Rallies de automóveis, corridas de carros e de cavalos e outros desportos (como o futebol) constituíam outros divertimentos que envolviam grandes massas. O rápido desenvolvimento dos meios de transporte (comboio, automóvel, avião) e dos meios de comunicação (rádio, telégrafo, telefone...) acelerou o quotidiano das pessoas, favorecendo uma maior mobilidade espacial e do ritmo de vida. A moda de viajar entrou nos hábitos e prazeres das classes médias. Às viagens de negócios acrescentaram-se as viagens lúdicas, de turismo, quer no interior dos próprios países, quer para países estrangeiros, criando-se e desenvolvendo-se novas infra-estruturas para apoio destes lazeres: agências de viagens, serviços de hotelaria especializados, mapas, guias turísticos, bilhetes-postais ilustrados, etc. Paralelamente a este novo estilo de vida, o período entre as duas guerras mundiais caracrterizou-se por uma latente inquietação e instabilidade nos comportamentos sociais. A pas estabelecida pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à 1.ª Guerra Mundial (1919), foi uma paz aparente, já que, na Alemanha e na Itália, o nazismo e o fascismo iniciavam a sua caminhada galopante. A crise de 1929 viria a agravar essa instabilidade gerando mesmo angústias e miséria que iriam ter consequências a todos os níveis.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

GRITO!



O meu obrigada, ao João.





Eu quero ir a uma praia sem fim
Caminhar bem junto às águas
Sobre a areia fina, só para mim
Andar, andar e semear minhas mágoas...

Esperar pela maré-cheia do revolto mar
Que as mágoas uma a uma apagasse...
Como as minhas pegadas do andar...
E o vento minhas lágrimas secasse!

E no fim desse caminhar redentor
Da minha alma saísse um grito libertador..
Que na lonjura do mar se ouvisse!
E de todos meus pecados me despisse.


joão

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cabo Verde







Salgueiro Maia


SALGUEIRO MAIA
Militar, capitão de Abril: 1944-1992


GRÂNDOLA, VILA MORENA...
QUANDO TUDO ACONTECEU...
1944: Em 1 de Julho, nasce em Castelo de Vide, Fernando José Salgueiro Maia, filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro. Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria. - 1945: Termina a 2ª Guerra Mundial. - 1958: Eleições presidenciais. Delgado é «oficialmente» derrotado por Américo Tomás. - 1961: Começa a guerra em Angola. A Índia invade os territórios portugueses de Goa, Damão e Diu. - 1963: Desencadeiam-se as hostilidades na Guiné e em Moçambique. - 1964: Salgueiro Maia ingressa em Outubro na Academia Militar, em Lisboa. - 1965: Humberto Delgado é assassinado pela PIDE. - 1966: Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio. - 1968: Integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique. - 1970: É promovido a capitão. - 1971: Em Julho embarca para a Guiné. - 1973: Regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento. - 1974: Em 16 de Março, «Levantamento das Caldas». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. - 1975: Em 25 de Novembro sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República. - 1979: Após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém onde comanda o Presídio Militar de Santa Margarida. - 1984: Regressa à EPC. - 1989-90: Declara-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica. - 1991: Nova operação. A última. -1992: Morre em 4 de Abril.

CRÓNICA DE UM PAÍS CINZENTO

Era uma vez um país cinzento onde nada acontecia... Ou melhor, as coisas e as pessoas aconteciam e nasciam, mas logo que acabavam de acontecer e de nascer, a cor era-lhes retirada, tudo passava a ser cinzento como nos noticiários da televisão da época. Até que.

Na Rua Rodrigo da Fonseca, em Lisboa, na esquina com a Sampaio Pina, perto do Liceu Maria Amália, há um café-restaurante chamado «Pisca-Pisca». É quase meia-noite do dia 24 de Abril de 1974. Uma noite fria e ventosa, apesar da Primavera. Um grupo de cinco clientes entra no estabelecimento onde as cadeiras estão já arrumadas sobre as mesas. Pedem cafés. Um deles pergunta a um empregado se vão fechar.
- Claro, diz o homem - amanhã é dia de trabalho!
- Se calhar não vai ser - responde o freguês. - E, olhe, no futuro até vai ser feriado!
O empregado olha surpreendido aqueles clientes tardios e com um sentido de humor tão estranho. Se reparasse que apesar dos casacos diferentes, todos vestem calças, meias e sapatos iguais, ainda ficaria mais surpreendido.
São jovens, pouco mais de trinta anos os mais velhos, e estão excitadamente alegres. Com alguns outros, estiveram até agora fechados nos seus automóveis desde as nove da noite, suportando o vento fresco do alto do Parque Eduardo VII. São o 10º Grupo de Comandos. Às 22.55, nos rádios dos carros, sintonizados para os Emissores Associados de Lisboa, a voz do locutor João Paulo Diniz anunciou o Paulo de Carvalho na canção do Eurofestival «E Depois do Adeus» e provocou-lhes esta excitação de felicidade. Preparam-se para assaltar o Rádio Clube Português, na Rua Sampaio Pina, e para o transformar no emissor do posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
À meia-noite e vinte, na Rádio Renascença, a voz de Zeca Afonso irrompe com a «Grândola, Vila Morena». É o segundo sinal. O MFA está em marcha, já nada o pode travar.
Na EPA, Escola Prática de Artilharia, de Vendas Novas, o coronel que comanda a unidade é preso no seu gabinete por um grupo de capitães e tenentes. A central telefónica e a central rádio são ocupadas, as entradas do quartel colocadas sob controlo.
Na EPAM, Escola Prática de Administração Militar, no Lumiar, em Lisboa, os capitães e subalternos preparam-se, com as forças sob o seu comando, para se dirigirem para ali perto, para a Alameda das Linhas de Torres, e ocupar os estúdios da Radiotelevisão Portuguesa.
Do Batalhão de Caçadores 5, em Campolide, sai uma coluna apeada para reforçar o comando de assalto ao Rádio Clube Português, que os tardios clientes do «Pisca-Pisca» e os seus companheiros ocuparam já.
Do Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC), pouco depois das 2.00 sai uma coluna motorizada para ocupar a Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, em Lisboa.
Entre as 3.15 e as 3.25 da madrugada de 25, ao posto de comando, instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, onde o major Otelo Saraiva de Carvalho coordena as operações, chegam sucessivamente as mensagens de que Mónaco, México e Tóquio foram tomados. São os nomes de código para a Radiotelevisão Portuguesa, para o Rádio Clube Português e para a Emissora Nacional. Os capitães sabem que a guerra da informação é fundamental ser ganha. Por isso, deram prioridade aos objectivos que lhes irão permitir dominar as comunicações e ter o controlo da informação.

CAI NOVA IORQUE


Tudo está a correr de acordo com a ordem de operações. Todas as forças vão atingindo os seus objectivos. A coluna do Regimento de Infantaria 10, de Aveiro, chega junto dos portões do Regimento de Artilharia Pesada, da Figueira da Foz, às 3.40. O comandante é preso. Aguarda-se a chegada das forças do CICA 2, também da Figueira, e do Regimento de Infantaria 14, de Viseu. É o agrupamento Norte que, depois de concentrado, se dirigirá aos seus alvos, controlando um segmento da fronteira com Espanha, ocupando o Forte de Peniche, a Pide/DGS do Porto... Outras forças correm para outros objectivos: quartéis da Legião Portuguesa, unidades da GNR e da PSP, as fronteiras mais próximas, as antenas de rádio... Tudo corre bem. No posto de comando, na Pontinha, apenas uma preocupação: o aeroporto da Portela ainda não foi tomado. A Escola Prática de Infantaria (EPI), de Mafra, deveria ali ter chegado à hora H (às 3.00) para tomar a torre de controlo, ocupar as pistas, interditando a descolagem e aterragem de aviões. Terá corrido mal alguma coisa? Finalmente, às 4,20 recebe-se uma comunicação:
- Nova Iorque, conquistada e controlada!
O aeroporto de Lisboa está em poder da Revolução!

AQUI POSTO DE COMANDO...






Às 4,26 o Rádio Clube Português emite o primeiro comunicado. Joaquim Furtado lê pausada e solenemente:
«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam a todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os Portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária».
Segue-se A Portuguesa e, depois, marchas militares.
















[

segunda-feira, 18 de maio de 2009

HOMEM PAI

QUE HOMEM É ESTE QUE UM DIA CHOROU
DE ALEGRIA QUANDO CONHECESTE O MUNDO?
VENDO O SANGUE DO SEU SANGUE P'TI OLHOU...
TÃO FELIZ, SENTINDO BEM NO SEU FUNDO...

O MAIOR POEMA QUE EM SUA ALMA EXISTE!
O MAIS PERFEITO SONETO DA SUA VIDA...
ELA TE DEU OS BRACINHOS E LHE SORRISTE
E, A MEDO, LHE PEGASTE E CHAMASTE QUERIDA!

QUE HOMEM SOU EU, HOJE, QUE ÉS MULHER?
E SEMPRE FICO FELIZ SÓ POR TE REVER?
SANGUE DO MEU SANGUE QUE NÃO SE ESVAI...
OBRA D'ARTE DA MINHA VIDA, EU SOU TEU PAI!



João Silvestre

quarta-feira, 6 de maio de 2009

maria do Sul------de João Morais


O teu nome, apenas maria, mar maresia...
Frescura que ameniza os quentes lugares
Onde nasceste, Alentejo,Além-Tejo, merecia..
Ter em teus olhos o brilho, as cores ìmpares,,

De um entardecer sobre as searas de pão..
O ondular meigo dos trigais no horizonte..
A doçura primaveril e o êxtase, a recordação
De beberes a água cristalina numa fonte...

Que fosse apenas para ti, para matares a sede e a dor
E que essa água te levasse os teus desgostos vividos..
Até à foz do imenso mar e lá perdidos....
Voltasse em forma de chuva, a trazer-te o amor!

Maria, mulher, talvez mãe ou ex-esposa
Queria dar-te algo, uma flor talvez azul
Coloco em teu colo estes versos e uma rosa
E rezo para seres mais feliz, maria do sul!

Do joão

Florbela Espanca----"Eu"


Eu ...


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Fausto---Navegar.... Navegar..

José Mário Branco---Eu Vim de Longe


Dedico a João Morais um poeta de "mão cheia".

terça-feira, 5 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

João Morais

O TEMPO NÃO ESPERA,NÃO AVISA,VAI VOANDO...
LOUCO DEVORADOR DE SONHOS SEM PIEDADE
ALI, NUM BREVE OLHAR,FOI-SE A FELICIDADE!
SÓ PORQUE NÃO PARAMOS UM POUCO QUANDO...

OS "OUTROS" OLHOS EM NÓS POUSARAM,SUPLICANTES...
A TERRÍVEL PRESSA DE VIVER, COMO O TEMPO LOUCO
SEM PARAR, SEM OLHAR, SEM CONTEMPLAR UM POUCO
E FITAR "AQUELES" OLHOS CHEIOS DE AMOR E BRILHANTES!




JOÃO
Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca
Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca

Adriana Calcanhoto---Poeta Aprendiz

Mísia &Adriana Cal CAnhoto

sexta-feira, 1 de maio de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Santa Páscoa































Coelhinho da Páscoa
(Letra e música de Olga Bhering Pohlmann)

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!
Azul, amarelo e vermelho também!

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
Com esta menina que sabe cantar!

(Para terminar, juntar a quadra seguinte
que dá motivo a desenvolver-se a dança.)

Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir!
Em todas as casas eu tenho que ir!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Olá!
Sou a Maria!
Estou começando este blogue, como um pequeno espaço de apontamentos.... mas é minha intenção desenvolver algo mais, por aqui.